As eleições deste ano mostram uma mudança importante na maneira como os brasileiros avaliam o papel das plataformas digitais e, por extensão, das próprias "big techs". Casos controversos como o da Meta, que controla Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, levaram ao público uma discussão sobre a neutralidade das redes sociais. No episódio envolvendo a Meta, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alegou que a companhia estaria restringindo indevidamente o alcance de suas publicações, beneficiando o oponente Flávio Bolsonaro (PL). A empresa negou, mas o Conselho de Supervisão da Meta manifestou preocupação com falhas recorrentes na aplicação de regras para proteger a integridade eleitoral, citando o Brasil. O Tribunal Superior Eleitoral determinou que a Meta demonstrasse medidas de tratamento igualitário. Em 2024, o observatório MonitorA coletou 17.420 comentários potencialmente ofensivos a candidatas mulheres nas eleições municipais daquele ano, sendo que 5.384 continham, de fato, insultos ou ataques. No Telegram, a proporção foi de 568 comentários comprovados entre 5.717 suspeitos. O relatório foi produzido pelo InternetLab e o Instituto AzMina.
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