Dados da Coinglass revelam a liquidação de US$1.07 bilhão em posições de 148 mil traders em exchanges globais de criptomoedas em apenas um dia, com o Bitcoin respondendo pela maior parte. As liquidações em massa são um resultado direto de quedas acentuadas de preços, ou aumentos de volatilidade, que forçam o fechamento automático de posições alavancadas, criando um ciclo de venda e pressão adicional sobre os preços. Este cenário pressiona o preço spot de BTC (atualmente ~$59,912) e ETH (atualmente ~$1,568), além de ETFs como IBIT e FBTC, que podem ver saídas de capital ou menor demanda por novos aportes. Para o investidor brasileiro, a desvalorização desses ativos pode impactar negativamente ETFs locais como HASH11 e BITH11, e levar a uma maior busca por proteção em ativos tradicionais ou stablecoins como USDT. Eventos similares ocorreram em maio de 2021 e novembro de 2022 (pós-FTX), quando liquidações massivas de alavancagem precederam quedas adicionais de 15-25% no preço do Bitcoin nas semanas seguintes. O próximo gatilho a monitorar é a estabilização do fluxo de capital em exchanges e a capacidade do Bitcoin de sustentar níveis de suporte técnico importantes nas próximas 48-72 horas. No médio prazo, a persistência de alta volatilidade e o aperto regulatório podem desencorajar o uso de alavancagem, levando a um mercado mais maduro, mas com menor potencial de ganhos explosivos.
Nas próximas 48-72 horas, o Bitcoin (atualmente ~$59,912) enfrentará forte resistência para se manter acima de US$59,000. Um fechamento diário abaixo deste nível pode acionar novas vendas, com o próximo suporte técnico em US$57,500. Se houver estabilização e redução da volatilidade, uma tentativa de recuperação para US$60,500 pode ocorrer até o final da semana, mas o viés permanece de baixa.
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