O índice de otimismo das pequenas empresas da NFIB nos Estados Unidos registrou um aumento significativo em junho, indicando uma recuperação na confiança empresarial. Este mecanismo econômico sugere uma maior disposição para investimentos em capital, contratações e expansão, o que historicamente impulsiona o crescimento econômico e a demanda agregada. Consequentemente, ativos ligados ao ciclo econômico, como os ETFs de small-caps IWM e SMAL11, além de empresas de varejo como MGLU3, tendem a se beneficiar. Para o investidor brasileiro, um cenário de maior otimismo global pode fortalecer o real (USDBRL em queda) e impulsionar o IBOV, com potenciais implicações na taxa Selic se a inflação global reagir. Em 2017, um pico similar de otimismo pós-eleitoral impulsionou o Russell 2000 em mais de 20% no ano. O próximo gatilho será a divulgação dos dados de inflação (CPI) e emprego (Payroll) para julho, que podem validar ou refutar a sustentabilidade deste otimismo. No horizonte de médio prazo, a manutenção ou aceleração deste sentimento definirá a trajetória da política monetária e o desempenho dos ativos de risco.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que o IWM e KRE mostrem valorização de 3-5%, reagindo aos dados de otimismo. O principal gatilho de aceleração ou reversão será a divulgação do CPI de julho (data a ser anunciada) e os comentários subsequentes do Federal Reserve. Se o CPI vier acima do esperado, a tese de juros altos por mais tempo prevalecerá.
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