Vulnerabilidade Coldcard MK3 afeta 1157 carteiras e se estende ao ETH

Pesquisadores replicaram com sucesso uma vulnerabilidade de geração de números aleatórios (RNG fraco) na carteira de hardware Coldcard MK3, resultando na reconstrução de 1157 raízes de carteiras comprometidas. Há evidências de que o hack se estendeu a ativos na rede Ethereum, expondo um número significativo de usuários a perdas financeiras. Esta falha de segurança no RNG compromete diretamente a integridade das chaves privadas, tornando os fundos em BTC e ETH vulneráveis a roubo. Tal evento eleva o risco percebido da custódia própria via hardware wallets, potencialmente impulsionando a migração de capital para soluções de custódia mais robustas ou centralizadas como a Coinbase (COIN). Para o investidor brasileiro, o incidente reforça a importância da due diligence na escolha de hardware wallets e a diversificação de estratégias de custódia. Um paralelo histórico é o hack da DAO em 2016, que abalou a confiança no Ethereum e gerou grande volatilidade. O próximo gatilho será a resposta oficial da Coinkite e possíveis patches de firmware, esperados nas próximas semanas. No médio prazo (3-6 meses), a demanda por custódia de terceiros ou hardware wallets com histórico comprovado de segurança deve aumentar, desafiando a Coldcard MK3 a restaurar sua reputação.

Análise

Nas próximas 48-72 horas, espera-se uma volatilidade aumentada em BTC e ETH, com potencial de queda de 3-5% se não houver uma resposta rápida e clara da Coldcard ou da comunidade de segurança. No médio prazo (2-4 semanas), o foco estará na extensão real das perdas e na migração de fundos, podendo consolidar a tendência de centralização da custódia de criptoativos.

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