A eleição presidencial de 2026 terminou, mas a incerteza fiscal mantém cautela nas carteiras de dividendos de novembro. Bancos e corretoras priorizam empresas com receitas previsíveis e caixa robusto para sustentar proventos diante de juros elevados. A Petrobras lidera o ranking, aparecendo em sete das dez carteiras consultadas, seguida por Allos, Axia, Copel, Itaú e Vivo. O Índice Dividendos (IDIV) caiu 9,87% em outubro, em linha com o Ibovespa, que recuou 9,88%. Para o próximo mês, o BTG Pactual retirou B3, Compass e Cury, incluindo Caixa Seguridade, Vivo e Ultrapar; o Itaú BBA substituiu B3 por TIM. A Genial destaca que, com juros altos, sua lista privilegia empresas que pagam dividendos com caixa próprio e têm baixa dívida. Analistas estimam dividend yield de 10% a 12% para a Petrobras em 2027, considerando o preço do Brent entre US$ 70 e US$ 80 por barril. O Itaú BBA projeta 11,5% e o Santander cerca de 11% para a mesma empresa. No setor de shoppings, o BTG estima dividend yield próximo de 13%, o Santander 13,7% e o Itaú BBA 15,1% para 2027, apesar da queda de 20% nas ações em outubro. A Copel tem dividend yield estimado em 6,9%, enquanto a Allos mantém yield elevado, visto como diferencial pelos investidores.
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