O Bitcoin (BTC) registrou uma recuperação, elevando-se acima da marca de US$60.000 esta semana, porém, dados on-chain mostram um aumento nos depósitos de criptomoedas em exchanges. Esse movimento é historicamente associado a uma maior intenção de venda por parte dos investidores, indicando possível realização de lucros após a alta recente. O mecanismo econômico por trás disso é o aumento da oferta disponível para negociação, o que pode levar a uma pressão de baixa e maior volatilidade no mercado spot. Ativos como ETH, MSTR e IBIT são diretamente afetados por essa dinâmica, com potencial de desvalorização. Para o investidor brasileiro, a volatilidade do BTC pode influenciar o desempenho de ETFs de cripto como HASH11 e BITH11, além de impactar o apetite por risco em outros ativos. Em um paralelo histórico, o 'flash crash' de maio de 2021 foi precedido por um pico de depósitos em exchanges e preocupações regulatórias. Os próximos dias serão cruciais para observar a absorção dessa oferta, sendo o fluxo de retiradas e depósitos em exchanges o principal gatilho a monitorar. No médio prazo, se a pressão de venda persistir, o BTC pode consolidar-se em um patamar inferior antes de uma nova tentativa de alta.
Nas próximas 1-3 semanas, se os depósitos em exchanges continuarem a crescer sem aumento de demanda spot, o BTC (US$60k) pode enfrentar pressão de baixa, testando níveis de suporte abaixo de US$58.000 e, potencialmente, US$53.000. O principal gatilho será o balanço entre as entradas e saídas líquidas das exchanges, indicando a intenção predominante dos investidores. No médio prazo, se essa pressão se concretizar, o mercado pode entrar em uma fase de consolidação antes de qualquer nova tentativa de alta sustentada.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real