Rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA estão se aproximando do patamar de 5% antes da divulgação de dados cruciais de inflação e da reunião do Federal Reserve na próxima semana, que pode resultar em nova alta de juros. A operação de recompra de dívida menor que o esperado pelo Tesouro dos EUA elevou os yields para máximas de vários anos, indicando uma oferta que excede a demanda a preços atuais e precificando maior risco e inflação. O Secretário do Tesouro Scott Bessent tentou acalmar o mercado, afirmando que o mercado de Treasuries está em 'muito boa forma', apesar da reação negativa aos leilões recentes. O próximo gatilho crítico será a divulgação dos dados de inflação dos EUA e a decisão de juros do FOMC na próxima semana, que definirão a trajetória de curto prazo dos yields. No médio prazo, se o Fed mantiver a postura hawkish e a inflação persistir, yields acima de 5% podem se consolidar, exacerbando a pressão sobre ativos de risco e favorecendo o dólar.
Nas próximas 1-2 semanas, espera-se que os rendimentos dos Treasuries (atualmente com 10Y em ~4.94%) testem ou superem 5% se os dados de inflação vierem acima do esperado. O FOMC de 16 de setembro é o gatilho principal; uma alta de juros consolidaria a pressão sobre ativos de risco, enquanto uma pausa, embora improvável, geraria alívio temporário. No médio prazo, a consolidação acima de 5% pode levar a uma reavaliação dos múltiplos de crescimento.
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