Os juros futuros iniciaram o pregão em alta, recompondo prêmios após a escalada das tensões entre Irã e Estados Unidos, que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz. Essa movimentação impulsionou os preços do petróleo, levando o mercado a antecipar uma postura mais restritiva do Banco Central devido às perspectivas inflacionárias. Contudo, essa visão ignora a transitoriedade de choques de oferta e a capacidade dos bancos centrais de 'olhar através' de inflação importada, especialmente se a inflação subjacente estiver controlada. A elevação dos custos de energia atua como um imposto sobre a economia global, podendo desacelerar o crescimento e, paradoxalmente, reduzir a demanda agregada. Em 2008, o pico do petróleo antes da crise financeira global não resultou em aperto prolongado, mas sim em flexibilização monetária. É crucial monitorar as declarações de bancos centrais sobre 'inflação de choque' e os dados de atividade econômica global nas próximas 2-4 semanas para reavaliar o cenário. No médio prazo, os juros futuros podem estar em patamares elevados no curto, mas com risco de reversão se a inflação principal arrefecer ou o crescimento global desacelerar.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os juros futuros permaneçam voláteis, com viés de alta se as tensões geopolíticas persistirem e o petróleo (BRENT, hoje em $78.77) se mantiver acima de $80. No entanto, se houver desescalada rápida e dados de atividade econômica global mostrarem desaceleração, pode haver uma reversão significativa na curva de juros, com o mercado reavaliando a resposta dos bancos centrais.
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