Santander Brasil (SANB11) não sai do aperto? Mercado prevê queda no lucro e pressão da inadimplência no 3T26

O Santander Brasil (SANB11) deve seguir pressionado pelo custo do crédito no terceiro trimestre de 2026 (3T26), mesmo com a estratégia de reduzir a exposição a operações mais arriscadas. O mercado espera que o banco registre lucro líquido de R$ 3,161 bilhões no período, queda de 21% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, segundo o consenso da Bloomberg. A expectativa é de retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 12,7%, refletindo os desafios para recuperar a rentabilidade. A principal dúvida dos analistas é quando a melhora no perfil da carteira começará a reduzir as provisões e a aparecer de forma mais consistente nos resultados. No balanço do segundo trimestre, o diretor financeiro do banco, Carlos Muñiz, já havia sinalizado que a pressão sobre as provisões poderia persistir e adiar a recuperação da rentabilidade para o início de 2027. O que esperar do balanço do Santander no 3T26? O custo do crédito deve continuar sendo o principal fator de pressão sobre os resultados. O Citi projeta um trimestre fraco, com margens menos favoráveis e custo de crédito elevado. O Goldman Sachs também avalia que o alto custo de risco deve limitar a recuperação dos lucros. A qualidade dos ativos permanece no radar, especialmente nas carteiras de cartões para clientes de menor renda, pequenas e médias empresas (PMEs) e agronegócio. A deterioração nesses segmentos pode exigir novas provisões para cobrir possíveis perdas com inadimplência. O Itaú BBA também espera queda do lucro. Segundo os analistas, a redução da exposição a operações mais arriscadas continua pressionando as margens, sem que os benefícios da estratégia apareçam de forma clara nos indicadores de inadimplência e provisões. A XP projeta que o crescimento da carteira se concentre em linhas de menor risco, como crédito com garantia, financiamento imobiliário, Pronampe, veículos novos e clientes de maior renda atendidos pelo Select. A mudança no perfil dos empréstimos, por outro lado, tende a pressionar a margem financeira, já que modalidades de menor risco costumam oferecer retornos menores. Entre os fatores positivos, a receita com tarifas deve contar com o desempenho dos cartões, enquanto as despesas administrativas tendem a permanecer sob controle. Os benefícios tributários associados aos juros sobre capital próprio e aos títulos isentos de impostos também devem contribuir para o resultado, ainda que em intensidade um pouco menor do que no segundo trimestre.

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