Um assessor do Kremlin afirmou que Putin escolherá o chefe da delegação russa para as negociações trilaterais, embora nenhuma proposta tenha sido acordada e cada lado mantenha suas prioridades. A ausência de um acordo imediato nas negociações mantém o nível de incerteza geopolítica, impactando mercados de energia e commodities, e sustentando a demanda por ativos de defesa. A indústria europeia, como a VOW3, permanece sob pressão de custos. Para o investidor brasileiro, a manutenção da tensão geopolítica pode influenciar o câmbio USDBRL e os preços das commodities exportadas, impactando indiretamente o IBOV. Negociações diplomáticas sem avanço imediato, como as de Minsk I em 2014, frequentemente resultam na persistência da tensão geopolítica e volatilidade nos mercados de energia e defesa por meses. O próximo gatilho será qualquer sinal concreto de progresso ou colapso nas negociações, ou a escalada/desescalada militar na Ucrânia. No médio prazo, a continuidade das negociações, mesmo que lentas, pode evitar uma escalada imediata, mas a ausência de um acordo substancial prolonga o período de prêmio de risco geopolítico.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado permanecerá atento a qualquer sinal de progresso ou deterioração nas negociações. Se a retórica se mantiver inalterada, os preços de petróleo (Brent $104.61) e ativos de defesa continuarão suportados. Um gatilho para mudança seria um anúncio conjunto de desescalada ou uma nova onda de sanções.
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