Novas manifestações violentas surgiram na segunda‑feira em Bangladesh após o fechamento de mais de 500 fábricas de vestuário na noite de domingo, quando trabalhadores entraram em greve por salários. Os protestos, que mobilizaram quase um milhão de trabalhadores, resultaram em vandalismo de veículos e no uso de gás lacrimogêneo pela polícia. Os operários exigem um salário mensal de 30.000 takas (US$ 241), mais que o dobro dos cerca de 13.000 takas que recebem atualmente, conforme citado por Kalpona Akter, do Bangladesh Center for Workers Solidarity. O governo convocou uma reunião de gabinete de emergência e anunciou a criação de um conselho salarial para analisar as reivindicações, mas a medida não acalmou os manifestantes, que também apontam o aumento do custo de vida e a inflação anual de 8,34% em setembro como causas da mobilização. O setor de vestuário pronto‑a‑vestir, que responde por 80% das exportações de mercadorias de Bangladesh, emprega quase 4 milhões de pessoas e representa cerca de 10% do PIB, sendo o principal fornecedor para a União Europeia (cerca de 50% das remessas) e os Estados Unidos (aproximadamente 20%). A situação ocorre em meio a desafios adicionais, como a crise energética decorrente do conflito no Oriente Médio, que eleva custos de combustível e frete, pressionando as margens das fábricas. O vídeo relacionado ao evento foi identificado pelo ticker VIDEO.
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