Em um painel na Blockchain.RIO, especialistas alertaram que a imutabilidade e transparência da blockchain não asseguram a veracidade das informações registradas, distinguindo segurança tecnológica da confiabilidade dos dados. Esta lacuna de confiança impacta diretamente a avaliação de projetos de tokenização de ativos do mundo real (RWA) como ONDO e POLYX, bem como a estabilidade de stablecoins como USDT e USDE, cujo lastro depende de informações off-chain. Para o investidor brasileiro, isso implica maior cautela em fundos cripto como HASH11, exigindo uma análise aprofundada da origem e auditoria dos dados. Reguladores, como a SEC e CVM, podem intensificar a demanda por auditorias e verificações de dados para ativos digitais, aumentando custos para plataformas como COIN e NU. Historicamente, a bolha.com de 2000 mostrou que a tecnologia robusta não impede o colapso de modelos de negócio baseados em informações questionáveis. As próximas discussões regulatórias sobre verificação de ativos on-chain e auditorias de stablecoins serão cruciais para o mercado. No médio prazo, ativos digitais com mecanismos de prova de reserva ou auditorias externas robustas podem ganhar um prêmio, enquanto outros enfrentam um 'desconto de veracidade'.
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