Preços do petróleo caem 12% na semana, mas ataques no Estreito de Ormuz limitam perdas

Os preços do petróleo bruto estão a caminho de uma acentuada queda semanal, com o Brent e o West Texas Intermediate (WTI) recuando 12% desde o início da semana. Essa baixa foi atribuída às esperanças de um rápido fim para a guerra no Oriente Médio, após os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. No entanto, os preços do Brent, negociado a $99.42 por barril, e do WTI, por barril, registraram alta em relação ao fechamento de quinta-feira, impulsionados por relatos de novos ataques a navios-tanque no Estreito de Ormuz. A Reuters informou sobre pelo menos cinco incidentes com embarcações no Golfo Pérsico desde domingo, com ameaças persistentes ao tráfego comercial, mesmo com a recuperação dos embarques de petróleo através do Estreito. Analistas da ING Commodities observaram que, na ausência de escalada, o mercado de petróleo provavelmente continuará a devolver o prêmio de risco acumulado. Tim Waterer, analista-chefe da KCM Trade, afirmou que, enquanto não houver um caminho crível para um trânsito mais seguro e barato pelo Golfo, o petróleo tende a ser suportado em quedas e propenso a movimentos bruscos em caso de notícias de escalada. Alex Kuptsikevich, analista sênior da FXPro, citou o exemplo da Guerra do Iraque em 2006, quando o controle do Congresso pelos Democratas não alterou as ações dos EUA na região, sugerindo que a derrota Republicana não garante a desescalada. Segundo dados verificados pelo site em 2026-11-06, Donald Trump é presidente dos Estados Unidos desde 2025-01-20.

Análise

O desfecho da dinâmica dos preços do petróleo dependerá da evolução dos conflitos no Oriente Médio e da resposta dos EUA aos ataques no Estreito de Ormuz. Acompanhar as declarações de autoridades americanas e iranianas será crucial para entender a probabilidade de escalada ou desescalada, assim como relatórios sobre o tráfego marítimo no Golfo Pérsico.

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