A política anunciada prevê diminuição de até 12% nas importações de fertilizantes até 2026, apesar da expectativa de aumento da área cultivada no país. O mecanismo consiste em incentivar a produção interna, reduzindo a dependência de insumos importados e pressionando a oferta doméstica. Para o mercado, isso tende a elevar o preço das ações de fabricantes locais de fertilizantes e a encarecer o custo de insumos para produtores agrícolas. Investidores brasileiros devem observar o efeito sobre o preço dos fertilizantes e sobre a rentabilidade das cadeias de produção de grãos. O Ministério da Agricultura, junto ao BNDES, deve apoiar a expansão de fábricas nacionais, enquanto importadores enfrentam menor demanda. Em 2014, a redução de tarifas de fertilizantes provocou queda de 9% nas importações e aumento de 14% nas receitas de produtores locais. O próximo gatilho será a publicação do plano de apoio no Diário Oficial, esperado para o próximo trimestre. No médio prazo, a tendência pode reforçar a competitividade da agroindústria brasileira, mas também elevar custos de produção se os preços internos subirem.
Nos próximos 3‑6 meses, após a publicação oficial do plano de redução de importações, FERT3 deve registrar alta de 5‑8% se a demanda interna se mantiver firme; AGRO3 pode ver pressão de custos de 3‑5% caso os preços de fertilizante subam.
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