Secretário de Estado americano nega ajuda de governo dos EUA na fuga de Flávio Bolsonaro

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou, neste sábado (31), que o governo americano tenha ajudado na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o país, depois da derrota nas urnas do parlamentar na disputa contra o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Não facilitamos nada. Ouvimos que ele chegaria nos Estados Unidos, ele tinha um visto, e o presidente tomou a decisão de permitir sua entrada no país", afirmou Rubio durante coletiva de imprensa no âmbito das agendas do G20, em Atlanta. “Mas não estávamos envolvidos em nenhum arranjo em termos de ele deixar o país. Pelo menos, o governo americano não esteve envolvido diretamente em nenhum dos movimentos feitos”, disse. Segundo Rubio, Trump deixou claro, no entanto, que se Flávio entrasse nos EUA, ele obteria uma licença provisória de entrada (“parole”), que foi o que aconteceu. Reportagens dos jornais The New York Times e The Wall Street Journal afirmaram que o assessor de comunicação de Trump, Jason Miller, ajudou a organizar o avião particular que levou Flávio até os EUA. O senador e sua família chegaram a Miami na quarta-feira, em um jato particular que partiu da Argentina. Ontem, o jornal argentino El Clarín disse que a fuga envolveu a ajuda americana tanto em território argentino quando no brasileiro, além do aluguel de pelo menos três jatos diferentes, como alternativas caso o plano falhasse. Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio REUTERS/Kevin Lamarque

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