A Arábia Saudita retomou esta semana os ataques aéreos contra rebeldes Houthi no Iêmen, que contam com apoio iraniano, encerrando uma trégua de quatro anos com mais de 100 aviões de guerra. As forças do governo iemenita conseguiram retomar grande parte do território costeiro do Mar Vermelho que os Houthis haviam capturado no mês passado. Este movimento eleva o prêmio de risco geopolítico na região do Oriente Médio, impactando a segurança do transporte marítimo no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, vias cruciais para o comércio global de petróleo. Analistas alertam para um perigoso aumento da proximidade de um conflito direto entre Arábia Saudita e Irã, antecipando retaliações dos Houthis. Historicamente, ataques como os de 2019 contra instalações da Saudi Aramco, que cortaram cerca de 50% da produção do reino temporariamente, causaram um salto de aproximadamente 15% nos preços do Brent. O próximo gatilho a monitorar será a intensidade e o alvo da retaliação dos Houthis. O desfecho dependerá da resposta subsequente da Arábia Saudita e do Irã.
O desfecho dependerá da intensidade e do alvo das retaliações dos Houthis e da resposta subsequente da Arábia Saudita e do Irã, que ainda não têm data definida. A monitorização de comunicados oficiais e movimentos militares na região será crucial para avaliar a escalada ou desescalada do conflito.
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