Na segunda‑feira (2 de novembro de 2026), Xi Jinping falou com Haitham bin Tariq al‑Said, sultão de Omã, em Pequim. O presidente chinês alertou que o Oriente Médio e a região do Golfo não devem se tornar campo de batalha para rivalidades entre grandes potências e que a China está disposta a trabalhar com os estados árabes para alcançar uma paz duradoura. Xi ressaltou que a China tem se empenhado em pôr fim à guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que paralisou o Estreito de Ormuz e elevou os custos globais de energia e transporte marítimo. Em declaração conjunta de 20 pontos, ambos os países concordaram em retomar a navegação segura no Estreito de Ormuz e apelaram para que os EUA e o Irã busquem opções pacíficas, retomem o acordo firmado em junho e reiniciem o diálogo. O Ministério das Relações Exteriores da China informou que Zhai Jun, enviado especial para o Oriente Médio, visitará o Irã, Omã e a Arábia Saudita neste mês. Haitham chegou a Pequim em domingo para uma visita de dois dias, a primeira de um chefe de Estado de Omã desde que os países estabeleceram relações em 1978. Haitham expressou apreço pelas posições da China sobre questões-chave da região e afirmou que Omã está aberto a celebrar um acordo bilateral preferencial de comércio e investimento com a China. A China é o maior parceiro comercial de Omã, com voos diretos entre Pequim e Mascate desde novembro do ano passado. A declaração conjunta também incluiu planos de aprofundar a cooperação prática no setor de petróleo e gás natural e ampliar a colaboração em energia solar fotovoltaica, eólica, transmissão, transformação e armazenamento de energia.
A decisão dos EUA e do Irã de retomar o acordo de 2026 e reiniciar o diálogo, a partir das visitas de alto nível, define o desfecho. O monitoramento de eventos diplomáticos, como a visita de Zhai Jun a Irã, Omã e Arábia Saudita, e a retomada da navegação segura no Estreito de Ormuz, será crucial para avaliar a evolução da situação.
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