Dasa: lucro líquido da operação de diagnóstico salta 120% no 3º trimestre

A rede de medicina diagnóstica Dasa apurou, no 3º trimestre, um lucro líquido de R$ 173 milhões, representando um crescimento de 120% sobre o mesmo período de 2025. O resultado exclui os hospitais do grupo, que foram transferidos para uma joint venture com a Amil. Rafael Lucchesi, CEO da Dasa, afirmou que o resultado é consequência da melhora operacional e redução da dívida líquida, que diminuiu R$ 188 milhões em relação ao trimestre anterior. Com essa redução, a alavancagem da companhia caiu de 2,91 vezes para 2,76 vezes o EBITDA, entre o segundo e 3º trimestres. Em 2027, a companhia tem R$ 488 milhões em dívidas a pagar, cujo valor pode ser quitado com a geração de caixa. Em relação ao fim da jornada 6x1, o CEO informou que a nova medida deve levar a um remanejamento de escalas e gerar um impacto ainda não dimensionado. A empresa tem equipes trabalhando em turnos diferenciados, como 12x36, que é a escala de profissionais que atuam nos hospitais. Lucchesi explicou que uma parte relevante da equipe já trabalha em jornada de 36 horas semanais e que dentro de 15 dias o estudo de impacto deve estar concluído. Sobre a reforma tributária, o desafio é uma interlocução azeitada com as operadoras de planos de saúde e fornecedores para a devida compensação de créditos. Ele acredita que o impacto será neutro porque o setor de saúde tem um redutor de 60% nas alíquotas da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O negócio formado pelo Hospital da Bahia e rede de oncologia Amo, que não migrou para a joint venture com Amil, apurou receita de R$ 212 milhões, alta de 8%. O lucro bruto ajustado subiu 6,5%, para R$ 67 milhões. Na Rede Américas, joint venture de hospitais entre Dasa e Amil (cada qual detém 50%), a receita subiu 7,8%, para R$ 3,3 bilhões. O lucro líquido caiu 62,6%, para R$ 45 milhões, no trimestre.

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