A Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta) divulgou a pesquisa Selo Belta 2026, conduzida entre fevereiro e abril de 2026 com a participação de 74 empresas que somam 590 pontos de venda. O levantamento mostrou que o segundo objetivo mais citado pelos clientes de intercâmbio no Brasil é a possibilidade de conhecer países e culturas diferentes, ficando atrás apenas da busca por uma experiência que combine estudo, trabalho e turismo; o interesse por idiomas aparece em terceiro lugar. Embora a faixa de 18 a 24 anos seja a maior entre os viajantes, as categorias de 30 a 39 e 40 a 49 anos aparecem em quarto e quinto lugares, e crianças menores de 15 anos ficam em sexto. Marina Jendiroba, diretora‑executiva da Intercultural, explicou que o intercâmbio em família permite que pais e filhos aprendam juntos, fortaleçam vínculos e desenvolvam empatia, enquanto o intercâmbio individual favorece autonomia e amadurecimento. Ela alertou que o principal desafio é conciliar expectativas de pais e filhos, sendo o planejamento conjunto essencial, sobretudo diante da preocupação com a segurança dos menores citada na pesquisa.
A decisão do governo brasileiro de manter ou alterar as regras de visto e de segurança para estudantes internacionais, que será divulgada na próxima sessão do Conselho de Segurança Nacional em dezembro de 2026, definirá se o setor de intercâmbio familiar continuará a registrar crescimento. A divulgação de dados mensais de fluxo de estudantes estrangeiros na educação superior brasileira em março de 2027 também será um indicador chave.
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