No terceiro trimestre de 2026, a Usiminas apresentou Ebitda de R$ 558 milhões, inferior às projeções de todas as casas de análise. O desvio foi de 5% nas projeções do Citi, 9,8% nas do Itaú BBA e 12% nas da XP Investimentos. O aumento dos volumes de aço vendidos não foi suficiente para compensar a alta dos custos de placas, coque, energia e outros insumos, além dos efeitos da desvalorização cambial sobre a estrutura produtiva. A demanda dos setores automotivo e de distribuição impulsionou os embarques de aço, mas os preços do aço no mercado doméstico permanecem insuficientes para recompor margens. Os analistas apontam que o mix de vendas deve se deteriorar nos próximos meses, com a empresa tendendo a ampliar exportações, que costumam resultar em margens menores que as obtidas nas vendas internas. Na mineração, a margem Ebitda atingiu seu menor patamar histórico, com menores preços do minério de ferro, redução de volumes vendidos e fretes marítimos elevados. O Citi manteve recomendação de compra e preço‑alvo de R$ 9, enquanto o BB Investimentos rebaixou a recomendação para neutra, mantendo preço‑alvo em R$ 8,50.
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