As negociações entre Estados Unidos e Irã persistem na Suíça, contrariando notícias de veículos semioficiais iranianos sobre sua interrupção, segundo fontes familiarizadas com o assunto. A continuidade do diálogo ocorre mesmo após ameaças de ataques do ex-presidente americano Donald Trump, em resposta às ações do Hezbollah no Líbano. Este cenário misto de diplomacia e retórica agressiva pode reduzir o prêmio de risco no petróleo, mas manter a demanda por ativos de defesa. A liquidez global e o fluxo de capital são sensíveis a qualquer sinal de escalada ou desescalada no Oriente Médio. Investidores brasileiros devem monitorar o impacto sobre o câmbio (BRL) e o Ibovespa (BOVA11), que reagem a choques externos de commodities e risco. Bancos centrais globais podem ajustar suas políticas monetárias em resposta a variações nos preços de energia. Em 2015, a assinatura do acordo nuclear iraniano resultou em uma queda do Brent de US$110 para US$50 em 6 meses, liberando oferta. O próximo gatilho será qualquer comunicado oficial sobre o status das negociações ou novas ações militares do Hezbollah, com impacto no horizonte de médio prazo.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve permanecer volátil, reagindo a cada atualização das negociações. Se houver progresso substancial, o Brent ($80.59 hoje) pode testar $75.00. Contudo, a retórica agressiva de Trump e as ações do Hezbollah podem escalar rapidamente, elevando o petróleo acima de $90.00. O próximo gatilho será a divulgação de comunicados oficiais sobre o status das conversações ou novas ações militares na região.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real