O Ibovespa engatou a terceira semana de perdas consecutivas, com desvalorização de 0,86%, fechando em 171.031,73 pontos, impulsionado pela saída de fluxo estrangeiro, incertezas fiscais no Brasil e EUA, e pressão dos juros globais. A Hapvida (HAPV3) despencou pela segunda semana consecutiva, reforçando o sentimento negativo. A aversão a risco global e o aumento dos rendimentos dos títulos soberanos tornam mercados emergentes menos atrativos, resultando em saída de capital e depreciação do real. Este cenário pressiona o IBOV e impacta negativamente ações como HAPV3 e empresas de varejo, enquanto favorece exportadoras. Em 2013, o "Taper Tantrum" gerou saída massiva de capital de mercados emergentes, resultando em desvalorização do BRL e quedas de dois dígitos no IBOV. A próxima decisão do COPOM em 17 de setembro de 2026 e a evolução do cenário fiscal nos EUA e Brasil serão cruciais para a reversão do fluxo. No médio prazo (3-6 meses), a continuidade do fluxo estrangeiro dependerá da estabilização fiscal e da clareza sobre a trajetória dos juros globais.
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