A reunião diplomática entre o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), Iraque e Irã, que visava negociar um cessar-fogo na região, foi adiada, conforme noticiado por Al Arabiya. Simultaneamente, novos ataques iranianos a petroleiros foram registrados, exacerbando a instabilidade no Oriente Médio. Este desenvolvimento reverte a percepção de desescalada que havia levado o mercado de petróleo a operar em baixa na sexta-feira, após a diminuição do impacto dos ataques ao oleoduto saudita East-West e a expectativa da reunião. O adiamento da paz e a escalada militar aumentam diretamente o prêmio de risco sobre o petróleo bruto, afetando a oferta e o transporte global da commodity. Historicamente, eventos como a Crise do Golfo de 1990-1991 e os ataques à Aramco em 2019 demonstraram o potencial de alta expressiva nos preços do petróleo em cenários de conflito. Os próximos gatilhos incluem novas declarações de líderes regionais ou a ocorrência de mais incidentes no Golfo. No médio prazo, espera-se que a volatilidade permaneça elevada, com viés de alta para o petróleo, até que surjam sinais concretos de desescalada diplomática.
Nas próximas 2-4 semanas, o petróleo Brent deve manter um viés de alta, podendo testar a faixa de US$108-110. O principal gatilho de aceleração seria a ocorrência de novos ataques a navios ou infraestruturas de petróleo, enquanto um sinal de desescalada diplomática poderia levar a uma correção imediata. No médio prazo (4-8 semanas), o cenário permanece volátil, com o mercado precificando o risco geopolítico crescente.
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