A atividade econômica da França perdeu força em outubro, segundo os indicadores PMI divulgados pela S&P Global. O PMI de Serviços recuou de 51,2 em setembro para 46,2 em outubro, enquanto o PMI Composto caiu de 51,1 para 46,6 no mesmo período, marcando a primeira volta à contração desde maio. A pesquisa atribui a deterioração principalmente à forte redução da demanda doméstica, que diminuiu os novos negócios no setor de serviços. Apesar de as exportações apresentarem leve crescimento, esse avanço não foi suficiente para compensar o enfraquecimento interno. Empresas reduziram suas carteiras de trabalho e continuam a cortar empregos pelo sexto mês consecutivo, ao mesmo tempo em que a confiança empresarial deteriorou‑se, com expectativas para os próximos 12 meses negativas pela primeira vez desde abril de 2020. Entre os fatores citados pelos empresários estão a proximidade da eleição presidencial de 2027, incertezas geopolíticas e impactos da crise energética. No âmbito inflacionário, as pressões de custos permaneceram elevadas, mas tanto a inflação de custos quanto a de preços cobrados perderam intensidade em relação a setembro, indicando moderação nas pressões inflacionárias no setor de serviços.
A evolução dos PMIs nos próximos dois meses, especialmente o PMI de Serviços de outubro a dezembro, definirá se a contração é transitória ou se transforma em tendência de queda prolongada. O relatório de inflação ao consumidor da França previsto para 15/12/2026 também será crucial para avaliar a pressão de custos.
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