O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou o compromisso do governo em avançar no ajuste das contas públicas para possibilitar juros mais baixos no Brasil a partir de 2027, durante o evento Esfera Brasil. O mecanismo econômico reside na redução do prêmio de risco soberano, que, com uma política fiscal mais robusta, permite ao Banco Central maior flexibilidade para cortar a taxa Selic. Consequentemente, ativos sensíveis a juros como ações de varejo e construção, além de Fundos Imobiliários, tendem a se beneficiar, enquanto o Real brasileiro pode sofrer pressão de depreciação devido à redução do diferencial de juros. Investidores brasileiros devem monitorar de perto as medidas fiscais concretas e a reação do Banco Central. Historicamente, períodos de ajuste fiscal, como o observado no Governo Temer (2016-2018) que levou a Selic de 14.25% para 6.5% em 2018, impulsionaram a bolsa brasileira. O próximo gatilho será a apresentação e aprovação de reformas fiscais e a evolução dos dados de arrecadação e despesa pública nos próximos meses. No médio prazo, um ajuste fiscal bem-sucedido pode levar a um ciclo de crescimento econômico mais sustentável com juros estruturalmente mais baixos.
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