Copom pode redefinir humor dos ativos brasileiros

Na quarta‑feira, 04/11/2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reuniu para decidir sobre a taxa Selic, que o mercado já precifica em 13,75%. Além da decisão, o foco dos investidores está no comunicado que acompanhará a votação, visto que o país enfrenta incertezas fiscais, inflação acima da meta e debate sobre as propostas do economista André Lara Resende, que sugere uma redução gradual da Selic para cerca de 7,5% ao longo de 12 meses. Gesner Oliveira, sócio da GO Associados e professor da FGV, afirmou que um comunicado firme pode reduzir prêmios de risco, fortalecer o real e favorecer a Bolsa, mesmo com juros básicos elevados. Gabriel Pinheiro, da GT Capital, ressaltou que o texto do comunicado pode determinar o comportamento dos ativos nos próximos dias, já que a decisão sobre a taxa está amplamente precificada. Outros analistas, como Karen Focchesatto (Unicred Porto Alegre) e Bruno Perri (Forum Investimentos), indicam que uma postura mais hawkish (favorável a juros mais altos) pode ser bem recebida, pois reforça a credibilidade do Banco Central e pode aliviar juros de longo prazo.

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