O governo sancionou o programa Profert, que busca estimular a produção interna de fertilizantes e fixar um porcentual mínimo de mistura no mercado brasileiro a partir de 2027. Este mecanismo econômico visa reduzir a vulnerabilidade do agronegócio nacional a choques externos na cadeia de suprimentos de fertilizantes, aumentando a oferta doméstica e potencialmente estabilizando os custos para os produtores. Consequentemente, ativos do setor agrícola, como AGRO3 e SLCE3, e de logística, como RUMO3 e CSAN3, podem se beneficiar da maior previsibilidade e volume de insumos e transporte interno. Para o investidor brasileiro, a medida pode fortalecer a balança comercial e o real, ao diminuir a necessidade de importação, impactando indiretamente o IBOV. Um paralelo histórico relevante é o programa Inovar-Auto, que incentivou a produção automotiva nacional no início dos anos 2010, resultando em aumento da capacidade e da competitividade interna. O principal gatilho a monitorar será a implementação efetiva das metas e os primeiros dados de produção e mistura a partir de 2027, que definirão o horizonte de médio prazo para a autossuficiência do setor.
Nos próximos 12-24 meses, espera-se um aumento nos anúncios de investimentos e expansão de capacidade na indústria de fertilizantes no Brasil, impulsionado pelo Profert. O real impacto nos custos do agronegócio e na balança comercial será visível a partir de 2027, quando as metas de mistura entrarem em vigor. Gatilhos de aceleração incluem parcerias público-privadas e avanços tecnológicos que reduzam os custos de produção nacional.
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