Um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando-a a 13,75%, foi apontado como certo pela economista-chefe da 4Intelligence, Thaís Zara, para a reunião de quarta-feira. A redução da taxa básica diminui o custo de crédito ao consumidor e de financiamento imobiliário, ao mesmo tempo que comprime os spreads bancários. O efeito direto no IBOV será a valorização dos setores sensíveis a juros e a pressão sobre os papéis financeiros. Em decisões anteriores de corte da Selic, o Ibovespa respondeu positivamente nos dias subsequentes. O próximo gatilho será a divulgação oficial da decisão do Copom na quarta-feira. Caso a Selic se mantenha em 13,75%, espera‑se estabilidade nos juros, sustentando alta moderada em varejo e construção e mantendo pressão sobre margens bancárias nos próximos meses.
Nos próximos dias, após a decisão do Copom, espera‑se que ações de varejo e construção registrem alta, enquanto bancos e a B3 podem sofrer pressão de margem; o cenário de juros estável deve sustentar esse padrão nos próximos 2‑3 semanas.
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