A Europa intensificou a atração de volumes adicionais de GNL, com os preços do gás TTF atingindo €64.50 por MWh, impulsionados por níveis de armazenamento em 63% e o fechamento do Estreito de Ormuz. Este cenário cria um choque de oferta e uma forte demanda, elevando os preços do gás natural e do petróleo. Empresas como Energy Transfer (ET) e Petrobras (PETR4) se beneficiam, enquanto indústrias europeias como Volkswagen (VOW3.DE) e BASF (BAS.DE) sofrem com custos de energia mais altos. Para o investidor brasileiro, o aumento do Brent favorece PETR4, mas companhias aéreas como Azul (AZUL4) enfrentam elevação nos custos de combustível. A crise do petróleo de 1973, com quadruplicação de preços, serve como um paralelo histórico relevante para os impactos econômicos de choques de oferta. O próximo monitoramento deve ser focado nos níveis de armazenamento de gás na Europa e na evolução geopolítica no Oriente Médio, que ditarão a trajetória dos preços de energia no médio prazo.
Nas próximas 4-8 semanas, os preços do GNL e Brent ($88.73) devem permanecer elevados ou subir, especialmente se o inverno europeu se mostrar rigoroso ou se as tensões em Ormuz não diminuírem, testando a resistência de $95-100 para o Brent. O próximo relatório de armazenamento de gás na Europa e qualquer notícia sobre o Estreito de Ormuz serão gatilhos cruciais para a direção dos mercados de energia.
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