O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,36% na segunda prévia de agosto, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com 60% de peso no IGP-M, recuou 0,50%, após uma baixa de 1,72% na segunda prévia de julho. A desaceleração do IPA indica que os custos de produção estão arrefecendo, o que tende a mitigar a pressão de repasse para os preços ao consumidor final. Esta queda é positiva para ativos como FIIs de tijolo (HGLG11) e construtoras (CYRE3), que se beneficiam de menores pressões de custos e potencial melhora no cenário de juros. Para o investidor brasileiro, a queda do IGP-M pode reforçar a expectativa de manutenção ou eventual corte da Selic, beneficiando a renda variável (BOVA11) e setores sensíveis a juros. Bancos centrais, como o Copom, monitoram o IGP-M como um indicador secundário de inflação, e a continuidade dessa tendência desinflacionária pode dar mais flexibilidade na política monetária. Historicamente, períodos de queda do IGP-M, como o observado em 2023 com deflação acumulada, precederam ou acompanharam ciclos de queda da Selic. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação do IGP-M cheio de agosto e, principalmente, os próximos dados do IPCA e a decisão do Copom sobre a Selic em setembro. No médio prazo, se a desinflação do atacado se consolidar e houver repasse para o consumidor, o cenário pode favorecer uma política monetária mais acomodatícia, impulsionando ativos de risco e o setor imobiliário.
Nas próximas 4-6 semanas, a continuidade da desinflação no atacado, se confirmada pelos próximos dados de inflação, pode reforçar as expectativas de corte da Selic na reunião de setembro. Se o IPCA seguir a mesma tendência, FIIs de tijolo e construtoras como HGLG11 e CYRE3 podem ver valorização de 3-5%, enquanto o BOVA11 pode se aproximar da resistência de 170.000 pontos.
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