O senador russo Konstantin Kosachev declarou que as condições para o fim do conflito na Ucrânia serão piores para Kiev do que as propostas em 2022, e que a resolução final será definida na mesa de negociações. Esta postura sugere uma prolongação do conflito, elevando a demanda por ativos de defesa e mantendo a volatilidade nos mercados de energia e alimentos. Empresas europeias intensivas em energia e ligadas ao consumo podem enfrentar custos crescentes e interrupções na cadeia de suprimentos. Para o Brasil, a manutenção de preços elevados de commodities como petróleo e grãos beneficia exportadoras, mas pode pressionar a inflação e a política de juros. Conflitos prolongados, como a Guerra do Vietnã (1955-1975), historicamente resultaram em aumento dos gastos militares e volatilidade de commodities, com o Dow Jones caindo ~30% em termos reais entre 1966-1970. Gatilhos futuros incluem a intensificação militar ou a ausência de progresso em diálogos diplomáticos. No médio prazo (6-12 meses), a situação pode solidificar realinhamentos geopolíticos, favorecendo setores defensivos e de segurança energética.
Nos próximos 2-4 meses, espera-se que o conflito continue a ser um fator dominante, com a demanda por ativos de defesa e energia sustentada. O gatilho para uma mudança de cenário seria um avanço diplomático concreto ou uma escalada militar significativa. Se os preços do Brent se mantiverem acima de $75, empresas de energia como SHEL.L ($138.88 hoje) podem testar novas máximas, enquanto as empresas europeias sensíveis aos custos de energia continuarão sob pressão. A perspectiva de médio prazo (6-12 meses) aponta para um cenário de 'longa duração', com realinhamento de cadeias de suprimentos e blocos geopolíticos.
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