Agressor, mídia e sociedade: quantas vezes a vítima morre?

A cada novo caso de feminicídio ou agressão contra uma mulher, o país parece reviver o mesmo roteiro: choque, indignação e uma rápida sucessão de manchetes que logo cedem espaço à próxima urgência do noticiário. O problema é que, quando a violência doméstica é narrada apenas como um episódio isolado, perde-se a dimensão mais importante da questão: ela é um fenômeno estrutural, sustentado por desigualdades históricas, relações de poder e falhas coletivas de proteção. Essa constatação não nasce ap

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