A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou a proposta de acordo de Raoni Lapagesse Franco Fabiano, ex-executivo da área de relações com investidores da Americanas, acusado de usar informação privilegiada. Segundo o parecer do Comitê de Termo de Compromisso, Fabiano teria obtido lucro bruto de R$ 981.990 ao investir R$ 25.940 na compra de opções de venda de ações da varejista, operações realizadas cerca de oito horas antes da divulgação das fraudes contábeis estimadas em R$ 20 bilhões em 11 de janeiro de 2023. Fabiano não ofereceu pagamento para encerrar o processo, propondo apenas cumprir as normas nas operações futuras. A Procuradoria identificou impedimento jurídico ao acordo pela ausência de restituição do benefício apontado pela acusação, levando o colegiado a rejeitar a proposta em 27 de outubro, sem julgar o mérito da acusação. Em depoimento, Fabiano negou ter fontes internas e afirmou que decidiu apostar na queda das ações por considerar excessiva a valorização recente, além de alegar ter perdido acesso às informações corporativas após seu desligamento em junho de 2022.
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