Perto de completar um ano da aquisição do Interpublic Group (IPG), concluída em 26 de novembro de 2025, o grupo americano de publicidade Omnicom registrou crescimento de 40,9% no lucro líquido do terceiro trimestre deste ano, para US$ 656 milhões. A alta toma como comparação a soma dos lucros líquidos reportados por Omnicom e IPG antes da operação, que totalizaram US$ 465,5 milhões no mesmo período de 2025. A receita, contudo, teve queda de 1,7% nessa mesma base, de US$ 6,53 bilhões para US$ 6,42 bilhões. Considerando apenas os números apresentados pela Omnicom no terceiro trimestre de 2025, antes da incorporação do IPG, os avanços são maiores. Nesse recorte, o lucro líquido cresceu 92,2%, ante US$ 341,3 milhões, enquanto a receita avançou 59,1%, sobre os US$ 4,04 bilhões registrados um ano antes. No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido da companhia americana foi de US$ 1,65 bilhão, crescimento de 51,3% na comparação com a soma dos resultados apresentados por Omnicom e IPG no mesmo período do ano passado, de US$ 1,09 bilhão. A receita ficou praticamente estável nessa base, com avanço de 0,7%, de US$ 19,10 bilhões para US$ 19,23 bilhões. Na leitura que considera apenas os números então reportados pela Omnicom, sem os negócios do IPG, o lucro líquido dos nove primeiros meses cresceu 85,7%, ante US$ 886,6 milhões, e a receita avançou 63,7%, sobre US$ 11,74 bilhões. América Latina representou 3,8% da receita Na divisão regional da receita, que desconsidera negócios vendidos ou destinados à venda, a América Latina respondeu por US$ 226,8 milhões no terceiro trimestre, ou 3,8% do total. A companhia não informou a variação anual específica da região. Os Estados Unidos responderam por US$ 3,6 bilhões, ou 60,2%, seguidos pelos demais mercados europeus, com US$ 721,1 milhões, ou 12%; Ásia-Pacífico, com US$ 573,1 milhões, ou 9,6%; e Reino Unido, com US$ 555,7 milhões, ou 9,2%. Por área de atuação da Omnicom, mídia integrada respondeu por US$ 3,2 bilhões em receita, ou 53% do total. Publicidade somou US$ 935,4 milhões, ou 15,6%; relações públicas, US$ 678,3 milhões, ou 11,3%; experiências e outros negócios, US$ 644,3 milhões, ou 10,7%; e saúde, US$ 566,6 milhões, ou 9,4%. Companhia prevê sinergias de US$ 900 milhões Em nota, o executivo-chefe (CEO) da Omnicom, John Wren, afirmou que o grupo pretende concentrar os próximos passos em áreas de maior demanda e em investimentos em tecnologia. “Com nossa integração quase completa e nosso portfólio de empresas e operações simplificado, estamos focados em serviços de alta demanda e estamos bem posicionados para buscar o crescimento futuro. Continuaremos investindo em nosso pessoal e tecnologia de agentes para gerar resultados de negócios mensuráveis para nossos clientes”, disse Wren. O executivo também destacou as economias esperadas com a combinação das duas companhias “Fortalecemos nossa posição competitiva e estamos no caminho certo para entregar US$ 900 milhões em sinergias de redução de custos em 2026, o que se traduz em crescimento orgânico da receita, margens operacionais e lucro por ação mais fortes”, afirmou. No terceiro trimestre, a Omnicom contabilizou US$ 84,7 milhões em custos de reposicionamento, principalmente relacionados a imóveis e outras despesas de saída ligadas à aquisição, além de US$ 40,4 milhões em custos de integração. Paralelamente, a companhia registrou ganho de US$ 106,8 milhões com a venda de uma subsidiária, mas não informou no balanço qual empresa foi negociada.
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