A atividade de negociação de futuros perpétuos de Bitcoin registrou sua mínima de três anos, sinalizando um período de 'hibernação' no mercado, conforme análise da K33. Esta baixa atividade, combinada com um elevado open interest, cria um cenário de alta alavancagem que torna o mercado vulnerável a movimentos de preço amplificados por liquidações em cascata. Consequentemente, ativos como BTC, ETH, MSTR e MARA estão expostos a potenciais quedas abruptas após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA. Para o investidor brasileiro, ETFs como HASH11 replicariam essa volatilidade, expondo o capital em BRL a riscos de desvalorização. Em junho de 2022, antes de um CPI acima do esperado, o mercado de Bitcoin experimentou liquidações de US$ 500 milhões em 24 horas, com o BTC caindo 10% em um único dia. O principal gatilho para os próximos dias é a divulgação do CPI dos EUA na quarta-feira, que pode definir a direção da política monetária do Fed. No médio prazo (4-6 semanas), a reação inicial ao CPI determinará se o mercado de cripto entra em fase de acumulação ou continua a correção, mantendo o open interest como um fator de risco.
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