O dólar à vista encerrou a sessão de sexta-feira (11) a R$ 5,1254, registrando alta de 0,44% no mercado. O movimento foi impulsionado por um aumento do risco político doméstico, que tende a afastar o fluxo de capital estrangeiro e elevar a demanda por proteção cambial, somado à valorização global do DXY. Para o investidor brasileiro, a desvalorização do BRL implica em menor poder de compra de bens importados e maior custo de dívida externa para empresas locais. Historicamente, períodos de acentuada incerteza política no Brasil, como os vivenciados em anos de crises institucionais, resultaram em fluxos de capital para fora do país e subsequente depreciação do BRL. Acompanhar a evolução do cenário político doméstico e as próximas divulgações de dados macroeconômicos globais será crucial para determinar a trajetória de curto prazo do câmbio, com a persistência do risco político mantendo o BRL sob pressão no médio prazo.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o dólar mantenha a pressão de alta sobre o Real, especialmente se o cenário político doméstico permanecer incerto. Um DXY forte e a aversão a risco devem sustentar o câmbio acima de R$ 5,10.
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