Os futuros de cobre caíram para cerca de US$ 6.55 por libra-peso na segunda-feira, revertendo ganhos recentes após um aumento substancial nos estoques de bolsas. Os inventários de cobre monitorados pela LME atingiram 238.575 toneladas em 20 de agosto, um aumento de aproximadamente 16% em relação ao mínimo de fevereiro, enquanto os estoques da SHFE saltaram 28.4% na semana passada, chegando a 89.548 toneladas. Este acúmulo de inventário aliviou as preocupações com a escassez de oferta de curto prazo, alterando o balanço de oferta e demanda e pressionando os preços da commodity. A queda do cobre impacta negativamente mineradoras globais como FCX e VALE3, que dependem diretamente do preço da commodity, enquanto pode beneficiar empresas industriais que utilizam cobre como insumo. Para o investidor brasileiro, essa dinâmica pode gerar volatilidade em VALE3 e CMIN3, embora o IBOV ($170,449) tenha registrado alta hoje, indicando outros fatores macroeconômicos em jogo. Historicamente, períodos de aumento acentuado de estoques, como o observado em 2011 pós-boom de commodities, levaram a correções de preços de até 15-20% em um horizonte de 3 a 6 meses. Os próximos gatilhos a monitorar incluem os dados de PMI industrial da China e os relatórios semanais de inventários da LME e SHFE, que sinalizarão a sustentabilidade da demanda e oferta. No médio prazo, o cenário para metais industriais como o cobre permanece sensível à recuperação econômica global e à demanda chinesa, com qualquer sinal de desaceleração podendo intensificar a pressão de baixa.
Nas próximas 2-3 semanas, o cobre deve permanecer sob pressão de baixa, com os futuros de $6.55/lb podendo testar o suporte de $6.40/lb, especialmente se os próximos dados de demanda industrial global e inventários confirmarem o excesso de oferta. Um gatilho para uma reversão seria uma inesperada e forte recuperação da atividade manufatureira na China, o que, no momento, parece menos provável.
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