Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL): veja o saldo de cada campanha eleitoral

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL): veja o saldo de cada campanha eleitoral A disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) também acontece fora das urnas, com milhões de reais movimentados pelas duas campanhas. Até 21 de outubro, a campanha eleitoral de Lula havia declarado R$ 118,4 milhões em receitas, enquanto a de Flávio somava R$ 95,5 milhões. Na hora de gastar, porém, a situação se invertia. Segundo os registros de despesas apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio havia declarado R$ 74,6 milhões em gastos, ante R$ 65,7 milhões de Lula. Os números são parciais e podem mudar com a atualização das prestações de contas. O prazo para a apresentação dos demonstrativos finais do segundo turno termina depois da votação deste domingo (25). De onde veio o dinheiro das campanhas? As campanhas presidenciais são financiadas principalmente por recursos públicos dos fundos eleitorais e partidários, além de doações de pessoas físicas e recursos dos próprios candidatos. A legislação proíbe doações eleitorais feitas diretamente por empresas. Lula e Flávio também utilizaram dinheiro próprio. Até 20 de outubro, Flávio havia registrado R$ 167,4 mil em aportes à campanha, distribuídos em 14 transferências. Lula declarou uma transferência de aproximadamente R$ 2,6 mil. Os dados mostram uma diferença na participação dos candidatos no financiamento direto de suas campanhas, mas não representam a totalidade dos recursos que cada um recebeu. E o patrimônio de Lula e Flávio Bolsonaro? As declarações apresentadas ao TSE também mostram diferenças no patrimônio informado pelos candidatos. Flávio Bolsonaro declarou aproximadamente R$ 8,18 milhões em bens, enquanto Lula informou cerca de R$ 4,77 milhões. Esses valores correspondem aos bens declarados à Justiça Eleitoral e não permitem, isoladamente, determinar se existem propriedades ou recursos não informados. A discussão sobre transparência ganhou um novo capítulo nesta semana. Em decisão de quinta-feira (22), o ministro André Mendonça, do TSE, analisou manifestações dos dois candidatos sobre a divulgação voluntária de dados bancários, fiscais e telefônicos. O magistrado esclareceu que ambos podem tornar públicos os próprios registros sem autorização judicial. Ressaltou, porém, que a abertura voluntária dessas informações não substitui o trabalho dos órgãos de investigação. Até a apuração desta reportagem, não havia comprovação oficial identificada de omissão de um bem específico nas declarações eleitorais de 2026 dos dois candidatos. Lula ou Flávio Bolsonaro: quem será eleito presidente? Acompanhe os resultados do segundo turno em tempo real, com dados do TSE e análises da economia. Inscreva-se gratuitamente na cobertura da Suno! Quando saberemos quanto custou a eleição? Embora o TSE atualize regularmente as informações sobre receitas e despesas, a prestação de contas definitiva só será conhecida depois da análise dos documentos finais. É nesse processo que a Justiça Eleitoral poderá examinar a origem das doações, a documentação das despesas e eventuais irregularidades. Por enquanto, o levantamento revela uma diferença entre as estratégias financeiras dos candidatos: Lula liderava em arrecadação, enquanto Flávio havia declarado mais gastos. O balanço definitivo da campanha eleitoral dependerá dos valores apresentados e examinados após o segundo turno.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real