A coalizão de países emergentes, presidida pelo Brasil, aprovou um plano estratégico que se estenderá até 2030 e visa alinhar os mercados de carbono globais. Na reunião em Wuhan, foram estabelecidas cinco frentes técnicas para padronizar preços e mecanismos de compensação. Essa convergência deve elevar o preço dos créditos de carbono, encarecendo custos de produção para setores intensivos em emissões. Empresas de energia renovável e transmissão tendem a ganhar demanda ao se tornarem alternativas mais competitivas. Companhias de petróleo e mineração podem enfrentar margens menores devido ao aumento do custo de carbono. Para investidores diversificados, o efeito cruzado pode reduzir a exposição ao risco climático em carteira, ao mesmo tempo que aumenta a atratividade de ativos verdes. O próximo marco será a publicação dos primeiros regulamentos setoriais, prevista para o primeiro semestre de 2025, que definirá limites de preço e metas de redução de emissões.
Até o final de 2026, se o preço do carbono subir consistentemente, AURE3 e TAEE11 devem superar a média do Ibovespa em 5-8%; PETR4 e VALE3 podem ficar abaixo da média em 4-6%. O gatilho será a publicação dos primeiros regulamentos setoriais em 2025.
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