A CryptoQuant reportou um aumento expressivo na atividade da rede Bitcoin, com métricas como transações e endereços ativos em ascensão, mesmo com o BTC negociando ~50% abaixo de seu preço máximo histórico. Este fenômeno indica uma dissociação entre a utilidade fundamental da rede e a percepção de preço de mercado, sugerindo que a demanda orgânica por espaço de bloco permanece robusta. Economicamente, o crescente uso da rede sem uma valorização proporcional do ativo subjacente cria uma pressão latente de demanda que, uma vez catalisada, pode impulsionar o preço. Consequentemente, ativos como BTC, MSTR e COIN podem se beneficiar de uma eventual convergência entre preço e valor fundamental. Para o investidor brasileiro, a valorização do BTC, impulsionada por esses fundamentos, pode mitigar a desvalorização do BRL contra o USD, afetando indiretamente ETFs como HASH11. Instituições e Smart Money tendem a acumular ativos subvalorizados com fundamentos sólidos, antecipando uma reversão de preço. Um paralelo histórico pode ser traçado com o "crypto winter" de 2019, onde a atividade de desenvolvimento e a infraestrutura da rede continuaram a crescer, precedendo uma alta de 150% do BTC em 12 meses. O próximo gatilho a monitorar é a manutenção ou aceleração dessa atividade on-chain, especialmente se acompanhada por uma redução na pressão de venda de grandes holders, com dados a serem observados nas próximas 4-8 semanas. No médio prazo, essa divergência pode sinalizar um fundo de mercado, com potencial de recuperação para o BTC acima de US$ 70.000.
Nas próximas 4-8 semanas, se a atividade on-chain do Bitcoin (BTC atual ~US$ 65.000) continuar a ser robusta e os fluxos de ETFs spot se estabilizarem, o BTC tem um potencial de testar a faixa de US$ 70.000-72.000. O gatilho principal será a estabilização das saídas de GBTC e a continuação de inflows líquidos nos ETFs de BlackRock (IBIT) e Fidelity (FBTC).
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