O fundo de recebíveis imobiliários VRTA11 anunciou que pretende distribuir entre R$ 0,85 e R$ 0,95 por cota no segundo semestre de 2026, mantendo R$ 0,85 como valor‑base para garantir a regularidade dos pagamentos apesar das oscilações inflacionárias. Em setembro, a distribuição foi de R$ 0,85 por cota, gerando um dividend yield mensal de 1,17% ao considerar o preço de fechamento de R$ 72,36, o que corresponde a aproximadamente 127% do CDI após ajuste tributário de 15%. A gestão informou que o fundo encerrou o mês com reserva acumulada de R$ 1,14 por cota e caixa de R$ 51,4 milhões, representando 3,9% do patrimônio líquido, com receita de R$ 12,49 milhões. O preço sobre valor patrimonial (P/VP) ficou em 0,85 vez, indicando desconto em relação ao valor contábil. A inflação de setembro subiu 0,82% no IPCA, o que pode impactar os CRIs indexados. O fundo adquiriu R$ 6 milhões no CRI Guestier Harmonis (IPCA + 12% ao ano), R$ 6,8 milhões no CRI Summus (IPCA + 11,50% ao ano) e R$ 10 milhões no CRI Evoke (CDI + 4,50% ao ano). Na primeira semana de outubro, foram comprados R$ 36 milhões em créditos do CRI OAD Makai Campeche (CDI + 5% ao ano) e o fundo manteve R$ 48,1 milhões em operações compromissas reversas (CDI + 0,71% ao ano, vencimento em dezembro de 2026). A gestão ressaltou que a maior parte dos CRIs permanece adimplente e que, até o momento, não há problemas de liquidez relacionados à exposição da Gafisa (GFSA3).
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