A taxa de juros dos títulos IPCA+ de longo prazo recuperou mais da metade da perda registrada depois do primeiro turno, segundo especialistas. Esse movimento ocorre porque os investidores reduzem a percepção de risco político, aumentando a demanda por títulos indexados à inflação e elevando seus preços, o que diminui os yields. A variação dos yields do Tesouro influencia as expectativas para a Selic e o real, alterando os spreads de crédito e a atratividade de investimentos em renda fixa. Especialistas sugerem que os investidores podem escolher entre realizar parte dos ganhos, migrar para crédito isento ou aguardar o segundo turno para definir a estratégia. Um paralelo histórico ocorreu em 2018, quando a série NTN‑B recuperou cerca de 55 % da queda após o primeiro turno da eleição presidencial. O próximo gatilho será o resultado do segundo turno, que definirá a direção da percepção de risco político. O desfecho dependerá do resultado das urnas e de eventuais anúncios de política fiscal que o governo divulgar nas semanas subsequentes.
O resultado do segundo turno será o fator que definirá o desfecho, pois determinará a percepção de risco político e influenciará as expectativas de política fiscal nos próximos dias.
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