O ouro valorizou-se, impulsionado principalmente pela forte apreciação do iene, que resultou em um enfraquecimento generalizado do dólar, tornando o metal precioso mais acessível para compradores fora dos EUA. No entanto, a alta dos preços do petróleo sinalizou pressões inflacionárias, enquanto as expectativas em torno das futuras decisões do Federal Reserve atuaram como um freio nos ganhos do ouro. Para o investidor brasileiro, um dólar globalmente mais fraco pode aliviar a pressão cambial no USDBRL, mas a inflação importada via petróleo ainda é uma preocupação. Historicamente, períodos de desvalorização do dólar, como visto em 2017-2018 (queda do DXY de ~10%), tendem a ser favoráveis ao ouro, embora a magnitude seja modulada por outros fatores macroeconômicos. Os próximos dados de inflação e as reuniões do Fed serão cruciais para definir a trajetória de curto e médio prazo do ouro.
Nas próximas 2-4 semanas, o ouro deve operar em um intervalo, com a direção dependendo fortemente da retórica do Federal Reserve na próxima reunião do FOMC (16 de setembro de 2026) e dos dados de inflação. Um DXY sustentado abaixo de 99.00 pode impulsionar o ouro acima de $4500, enquanto um repique do dólar e novas altas do petróleo podem limitar essa valorização.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real