Os ETFs spot de Bitcoin experimentaram saídas líquidas de US$463 milhões, sinalizando uma diminuição no apetite por risco e na demanda por exposição direta ao ativo digital. Esse fluxo negativo ocorreu em um momento considerado 'difícil' para os mercados em geral, indicando uma correlação com o sentimento macroeconômico global. Para o investidor brasileiro, a aversão global ao risco pode levar a uma saída de capital de mercados emergentes, pressionando indiretamente o BRL e o IBOV, além de afetar ETFs cripto locais. O 'Crypto Winter' de 2022, com quedas de mais de 70% no Bitcoin e liquidações de fundos, serve como paralelo histórico de como a aversão ao risco macroeconômico pode gerar saídas massivas. A próxima decisão do FOMC em 16 de setembro e o payroll de outubro serão gatilhos cruciais para definir a direção do fluxo de capital. No médio prazo, se o cenário macroeconômico global não estabilizar, as saídas podem persistir, mantendo a pressão sobre o Bitcoin e o ecossistema cripto.
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