Assessoria, consultoria ou family office: qual é o modelo ideal para cada cliente?

A diversificação dos serviços financeiros ampliou as possibilidades para os investidores, mas também trouxe dúvidas sobre qual estrutura é mais adequada a cada perfil. Assessoria, consultoria ou family office; qual o modelo ideal para cada cliente? O tema foi destaque no primeiro dia de debates do Conexão Investidor, evento realizado pela Faz Capital, que reuniu especialistas do mercado financeiro e do empreendedorismo em quatro painéis. Mediado por Ângelo Passos, diretor comercial e sócio do escritório, o debate sobre o modelo de atendimento reuniu Renata Barreto, Juliana Miotto e Jullya Bitencourt, responsáveis pelas três áreas de atendimento do grupo. Segundo Passos, a consultoria oferece, entre outras características, a possibilidade de acompanhar investimentos mantidos em diferentes instituições financeiras. “Na consultoria a gente faz isso atuando em qualquer instituição financeira, que ele tenha relacionamento, que ele queira ter relacionamento. Então acaba sendo um serviço multicustódia”, explicou Passos. O debate também abordou as formas de remuneração dos profissionais e os possíveis conflitos de interesse. Na avaliação de Passos, esses riscos não são exclusivos de determinado modelo de atendimento. Já o family office foi apresentado como uma estrutura voltada a famílias com patrimônios mais elevados e necessidades complexas, que podem envolver planejamento sucessório, organização patrimonial e relacionamento com diferentes instituições financeiras. Leia também: Crise, rentabilidade e tempo: 6 erros que podem prejudicar os investimentos Diversificação além das fronteiras No painel Como construir uma carteira global, Clara Sodré, analista de fundos da XP, e Alexandre Pletes, head de Renda Variável da Faz Capital, discutiram os riscos de manter todo o patrimônio concentrado no mercado brasileiro. Segundo Clara, distribuir recursos entre diferentes produtos nacionais não significa necessariamente uma diversificação geográfica adequada, já que os investimentos continuam sujeitos aos mesmos fatores econômicos. “Ter vários investimentos brasileiros pode distribuir o risco entre produtos, só que ainda deixa uma concentração muito grande no mesmo país, na mesma moeda”, afirmou. A especialista também apresentou a orientação da equipe de alocação da XP para investidores que já constituíram uma reserva de emergência e começaram a acumular patrimônio. “O investidor tem que ter no mínimo 15% de alocação global”, disse Clara, ressaltando que o percentual é uma referência da instituição e que a estratégia deve considerar os objetivos, o horizonte de investimento e a tolerância ao risco de cada pessoa. Entre as alternativas discutidas estiveram fundos internacionais, ETFs e investimentos com proteção cambial. Leia também: De uma carteira de R$ 2 bi à educação: a trajetória de Rodolfo Bastos no mercado Crescimento exige planejamento No painel Sua empresa está preparada para sustentar o crescimento que você quer?, Lucas Ferraz, CEO da Faz Capital, recebeu Marcela Zaidem, CEO da CNP People Solutions, para discutir os desafios de conciliar expansão empresarial, gestão de pessoas e resultados financeiros. Marcela alertou para o risco de empresários ampliarem suas equipes sem avaliar a eficiência da estrutura existente. “Quando você começa a crescer, a primeira coisa que você pensa para resolver os seus problemas é contratar mais gente”, comentou. A executiva também destacou a importância da coerência entre os valores corporativos e a atuação dos gestores. “Se o líder cobra uma coisa e faz outra, já fica claro que a cultura no papel é diferente daquela vivida na prática”, disse. Marcela relatou ainda o caso de uma empresa que, segundo ela, registrou crescimento de 40% nas vendas em três meses após mudanças na cultura organizacional e a contratação de um diretor comercial alinhado à nova estratégia. A programação de abertura também contou com Walter Maciel, CEO da AZ Quest, e Eduardo Marocke, head de Fundos e Previdência da Faz Capital, que discutiram as perspectivas econômicas do Brasil para os próximos quatro anos, incluindo os desafios fiscais e os impactos das eleições de 2026. A quarta edição do Conexão Investidor prossegue até sexta-feira (23), com programação online e gratuita. Ao todo, serão 20 painéis, quatro por dia, a partir das 17h, abordando cenário econômico, investimentos, empreendedorismo e gestão patrimonial. Leia também: “Pão quente”: a receita da Magno Investimentos para liderar ranking de atendimento The post Assessoria, consultoria ou family office: qual é o modelo ideal para cada cliente? appeared first on InfoMoney.

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