Russell Hardy, CEO do Vitol Group, maior trader independente de petróleo do mundo, declarou que os mercados globais de combustíveis estão 'muito apertados e inflexíveis', apesar do aumento dos fluxos do Golfo Pérsico nas últimas semanas. Ele destacou, durante a Asia Pacific Petroleum Conference em Singapura, que os inventários globais de produtos refinados continuam em queda, sinalizando um desequilíbrio estrutural. Essa inflexibilidade do mercado, combinada com a demanda resiliente, sustenta preços elevados de petróleo e derivados, repassando custos para a economia global. Historicamente, períodos de mercados apertados, como a crise do petróleo de 1973, resultaram em picos de preços de mais de 300% e recessão global. Os próximos relatórios de estoques da EIA e dados de demanda da IEA serão cruciais para avaliar a dinâmica do mercado. No médio prazo, o cenário aponta para preços de energia elevados, com risco de pressões inflacionárias persistentes e desaceleração econômica se a situação se agravar.
Nas próximas 4-6 semanas, os mercados globais de combustíveis devem permanecer sob pressão de alta, com o Brent ($98.65) podendo testar a resistência de $105/barril. Um gatilho para uma correção seria uma desaceleração econômica global mais forte ou um aumento substancial nos estoques de produtos refinados. No médio prazo, preços de energia elevados podem persistir, alimentando a inflação e pressionando bancos centrais a manterem políticas monetárias mais restritivas.
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