O estado de New Hampshire rejeitou uma proposta de US$100 milhões para emitir títulos denominados em Bitcoin, após não passar na votação final, apesar do apoio do governador Ayotte. A não aprovação representa um revés para a integração de criptoativos na esfera financeira governamental, limitando novas fontes de capital e o potencial de diversificação de tesourarias estaduais. Isso diminui a percepção de legitimidade e a demanda institucional por BTC. A notícia impacta negativamente o sentimento em torno do BTC, bem como empresas com alta exposição ao ecossistema cripto nos EUA, como COIN e MSTR, que dependem da expansão da adoção. Para o investidor brasileiro, o evento reforça a percepção de risco regulatório global para criptoativos, embora o impacto direto no BRL ou IBOV seja marginal. A decisão sugere que governos estaduais e reguladores permanecem cautelosos em relação à exposição direta a ativos voláteis como o Bitcoin. Em 2021, a cidade de Miami explorou iniciativas semelhantes com "MiamiCoin", que eventualmente falhou em gerar receita sustentável, ilustrando os desafios de projetos cripto estatais. O próximo gatilho será o avanço de discussões sobre regulamentação federal de cripto nos EUA, ou novas propostas estaduais em outros locais. No médio prazo, a adoção de Bitcoin por entes governamentais provavelmente seguirá um caminho mais lento e conservador, focado em ETFs ou pilotando projetos menores, antes de grandes emissões de dívida.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado cripto deve digerir a notícia, com o BTC ($64,422 hoje) potencialmente testando o suporte em US$62.000 se o sentimento de risco prevalecer. Um gatilho para reversão seria a aprovação de ETFs de Ether spot ou um avanço regulatório federal positivo sobre criptoativos nos EUA.
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