A agenda econômica desta sexta-feira destaca a divulgação do IPCA-15 e do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) de setembro, dados essenciais para medir a inflação no Brasil. Nos Estados Unidos, a atenção se volta para discursos de dirigentes do Federal Reserve, que podem sinalizar os próximos passos da política monetária americana. O IPCA-15, uma prévia do IPCA oficial, influencia diretamente as expectativas de juros da Selic e o custo do crédito na economia. O INCC-M, por sua vez, registrou alta de 0,85% em agosto e impacta diretamente os custos de projetos de construção, afetando as margens de construtoras e o preço final dos imóveis. No cenário global, as declarações do Fed podem fortalecer ou enfraquecer o dólar, influenciando o fluxo de capital para mercados emergentes como o Brasil. Historicamente, períodos de inflação alta no Brasil, como visto em 2021-2022, levaram a um ciclo agressivo de aumento da Selic, prejudicando o consumo e setores sensíveis a juros. O próximo gatilho relevante será a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, que reavaliará a Selic com base nesses novos dados inflacionários. No médio prazo, a persistência ou arrefecimento da inflação ditará o ritmo da atividade econômica e a rentabilidade de diferentes setores.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve reagir à divulgação dos dados de inflação e aos sinais do Fed, com potencial de volatilidade. Se o IPCA-15 e o INCC-M vierem acima das expectativas, espera-se uma pressão de baixa em ações de varejo e construção, enquanto bancos e FIIs de recebíveis podem se valorizar. O USDBRL tem potencial para testar $5.25 caso o Fed seja mais 'hawkish' ou os dados de inflação brasileira continuem elevados. Um arrefecimento da inflação poderia trazer alívio aos setores sensíveis a juros.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real