Tarcísio admite possibilidade de disputar Presidência em 2030 e defende oposição democrática

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, admitiu a possibilidade de concorrer à Presidência da República nas eleições de 2030 em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Ao projetar seu futuro político, Tarcísio condicionou uma eventual candidatura ao Palácio do Planalto ao sucesso na gestão do Estado nos próximos quatro anos. "O que está no horizonte agora é honrar meu compromisso com São Paulo. É fazer um bom mandato, de entrega, de realização, que faça a diferença na vida das pessoas, que honre os compromissos", afirmou Tarcísio, reconhecendo em seguida que, uma vez bem avaliado, não descartaria a hipótese de concorrer a presidente. “E aí 2030 é outra conversa. A gente tem que ver qual é o cenário de momento e, claro, vou estar terminando o segundo mandato no Estado de São Paulo. Terminando bem o segundo mandato, obviamente, abre uma possibilidade”, ressaltou. Ele ponderou, no entanto, que a decisão não será isolada nem puramente pragmática, evocando sua fé cristã. “Isso é uma coisa que você avalia em grupo, não sozinho. E tem mais uma coisa que eu não posso deixar de falar como cristão: eu sempre levo a questão espiritual para as minhas decisões. Eu acredito muito na vontade do Senhor. Quando Deus abre uma porta, aquele projeto é de Deus. Quando Deus fecha uma porta, ele está te dando um livramento.” Durante a entrevista, Tarcísio voltou a frisar que a eleição passou. Também adotou uma postura institucional ao descartar questionamentos sobre a legitimidade da eleição e defender uma atuação firme da oposição, porém, democrática. A atitude do governador contrasta com a linha adotada pelo senador Flávio Bolsonaro, que mantém um tom de contestação ao pleito após a derrota na corrida presidencial. "Agora, não cabe contestar o resultado das urnas. Nós somos democratas. O resultado das urnas é soberano. O que a gente viu foi uma posição majoritária da população que precisa ser respeitada e o que nos cabe a partir de agora é fazer a oposição responsável. É cobrar o governo", declarou. O governador ainda refletiu sobre a consolidação do movimento conservador no Brasil, destacando o papel catalisador do ex-presidente Jair Bolsonaro na mobilização de milhões de eleitores, ao mesmo tempo em que pregou autonomia política para liderar o setor. “Obviamente, respeito não significa submissão. A gente precisa capturar esses sentimentos e entender o que as pessoas esperam de nós, o que a direita brasileira espera”, disse.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real