O Bitcoin entra no fim de semana próximo a US$60.000, após testar US$58.000, resultado de uma inflação persistente nos EUA, fortes saídas de ETFs e a falha em defender a zona de preço de US$59.000-US$62.000. O Core PCE anualizado, que atingiu 3,4%, acima da meta de 2% do Fed, forneceu uma justificativa para a venda nos mercados de risco. Este movimento indica que a pressão vendedora é amplificada pelo reposicionamento institucional, que retira liquidez do mercado cripto. Consequentemente, ativos como BTC e ETFs como IBIT sofrem desvalorização, enquanto empresas com grande exposição como MSTR enfrentam perdas ampliadas. Para o investidor brasileiro, o ETF HASH11 reflete diretamente essa volatilidade global, com potencial impacto da taxa de câmbio. Historicamente, correções no Bitcoin foram exacerbadas por dados macroeconômicos desfavoráveis e mudanças no fluxo de capital institucional, como visto na queda de 37% em maio de 2022 após a alta de juros do Fed. O teste do fim de semana será crucial para determinar se a queda é exaustão dos vendedores ou aceitação de um novo patamar de preço. A médio prazo, a persistência da inflação pode levar a um ambiente de juros mais altos por mais tempo, limitando o upside do Bitcoin.
O Bitcoin ($60,240 hoje) deve consolidar-se em torno de US$58.000-US$60.000 no curto prazo (1-2 semanas), com risco substancial de testar US$55.000 se as saídas de ETF continuarem e os próximos dados de inflação (CPI, PCE) não mostrarem arrefecimento. No médio prazo (Q3 2026), a trajetória dependerá criticamente da política monetária do Fed e da capacidade do mercado cripto de absorver a pressão vendedora.
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